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terça-feira, 7 de março de 2017

O Filho do Rei

O filho do rei batia de porta em porta
Mendigando um pedaço de pão,
Comia as milhas que sobravam da mesa
Dos ricos da cidade;
Poucos lhe estenderam à mão.

O rei procura, incansavelmente,
Por seu filho que um dia
Foi levado do palácio.
Ele cresceu sem saber
Quem era o seu pai.

O menino foi roubado
Por uma familia de andarilhos.
Quando souberam que a criança
Era filho do Rei Ferdinando,
Ficaram com muito medo
E abandonam o menino
Longe e fora da cidade,
Na porta de uma casinha
Na beira da estrada.

O filho do rei cresceu pensando
Que era filho de uma senhora
Muito pobre chamada Valentina
E que vivia nos arredores da cidade.
A senhora Valentina o chamava de Ismael.

O menino cresceu e se tornou
Excelente carpinteiro;
Aprendeu a profissão
Com um velho bondoso
Chamado José Madeireiro.

O rei ficou sabendo
De um rapaz que as pessoas
O chamavam, com zombaria,
De o filho bastardo do rei,
E que ninguém sabia nada
Sobre esse rapaz.

Um dia qualquer, apesar de o rapaz
Estar sujo e maltratado,
O rei ordenou que parece o carro,
Chamou o rapaz, notou com assombro
Que ele tinha os olhos da Rainha Letícia
E o rosto da Família Real.

O rei pediu que o rapaz entrasse no carro,
E fosse até o palácio.
O rapaz tomou banho, cortou o cabelo
E se vestiu como a realeza.

Depois o  Rei pediu que chamassem
A rainha Letícia que quase desmaio
Quando viu aquele rapaz
Que se parecia demais com o seu marido
O rei Ferdinando quando era um rapaz
Com a mesma idade.

A rainha que sofrera todos aqueles anos
Com a distância e a incerteza
De que seu filho único estava vivo ou morto.
A rainha só consegui pedir que não zombassem
Do seu amor de mãe.
Depois chorou um choro
Que havia sufocado por anos.

Quando tudo estava resolvido
O filho do rei foi passou a ser chamado Ferdinando II.
O rei pediu que buscassem
A senhora Valentina para que viesse morar no palácio,
E pediu ao príncipe  que revelasse
O nome das pessoas que tinham o maltratado
Durante o tempo que ele era um menino
Que vivia de esmolas.

Nesse tempo o seu benfeitor,
O velho carpinteiro Já havia morrido...
O príncipe ficou muito sentido
Porque não pode retribuir
A bondade do velho madeireiro.

O príncipe disse ao pai
Que perdoava a todos que o maltrataram,
Afinal, nem mesmo ele sabia
Que era filho do rei.

O príncipe sentiu vergonha
Pela primeira vez, ao lembrar
Que era um príncipe mendigo
E que seu pai poderia também
Se envergonhar dele por ter
Vivido na porta dos ricos da cidade,
Mendigando as migalhas de pão
E um pouco de conforto e atenção.

O rei Ferdinando perguntou
A senhora valentina porque
Deu o nome de Ismael para o menino.
Ela respondeu que se lembrou
Da história da bíblia
Que fala de Ismael, filho de Abraão
Com a escrava Agar;
Abandonados no deserto
E protegidos por Deus.

J.Nunes







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